Pele, 2016-2018, coleção de casca de árvore centenária e desenho, dimensões variáveis.

 Pele, é uma ação, onde acolho as cascas de uma árvore centenária, em seu processo de morte. Árvore essa, que nos presenteou por muitos anos com sua generosa sombra. Meus filhos brincaram muito, embaixo da copa. Em um ritual, acolhi cada pedacinho de casca, que foram- se ,despregando. Ainda pedaços com vida, com microorganismos, se acumularam no ateliê, como uma escrita , como um texto.
No espaço forma um grande desenho, uma escrita, um texto. Nesse processo de escuta do silêncio do ato de morte, observo o tempo, a vida e o morrer. Como todo ser vivo está interligado em unidade. Como a cada dia , um novo pedaço se solta, fragmentos caem pelo chão, estão sendo guardados em um vidro. As cascas estão etiquetadas e numeradas, contendo um mapa de montagem , porém em cada espaço elas pedem uma montagem, interagindo com a arquitetura que a acolhe.